Como enviar ficheiros de Android para iPhone
Atualizado a 29 de julho de 2026
Cada plataforma tem uma forma rápida e elegante de enviar um ficheiro para outro telemóvel — da mesma marca. O AirDrop é excelente entre dispositivos Apple. O Quick Share é excelente entre dispositivos Android. Nenhum fala com o outro, e nada indica que isso venha a mudar.
Por isso, quando alguém com Android precisa de entregar um vídeo a alguém com iPhone, acaba a recorrer a uma aplicação de mensagens, que silenciosamente o recomprime numa cópia desfocada. Este guia cobre uma opção melhor, que funciona nos dois sentidos e mantém o ficheiro original intacto.
Porque é que as opções nativas não se cruzam
- AirDrop assenta na combinação própria da Apple de Bluetooth para deteção e uma ligação Wi-Fi privada para a transferência. Não há cliente para Android e o protocolo não é aberto.
- Quick Share é o equivalente Android, ligado aos serviços da Google. Os iPhones não o executam.
- Aplicações de mensagens funcionam, mas quase todas recomprimem fotografias e vídeo por omissão. Um clipe 4K pode chegar com uma fração da resolução e do débito originais.
- E-mail pára nos 25 MB.
- Bluetooth entre as duas plataformas não é opção prática para ficheiros, e seria dolorosamente lento.
O método do navegador
- No telemóvel que envia, abra sharebetweendevices.com e toque em Enviar.
- Escolha as fotografias, vídeos ou ficheiros. Pode selecionar vários.
- Aparece um código QR e um PIN curto.
- No telemóvel que recebe, aponte a câmara ao código QR — tanto o iOS como o Android abrem ligações a partir da câmara — ou abra o mesmo site e introduza o PIN.
- O telemóvel que recebe mostra o que está a chegar e o tamanho, e transfere-o diretamente do outro telemóvel.
Os ficheiros vão de telemóvel para telemóvel. Nada é carregado para um servidor e nada fica guardado.
Guardar em cada plataforma
A receber em Android
O ficheiro é transferido como qualquer transferência do navegador — diretamente para a pasta Transferências, com uma notificação. As fotografias e vídeos não aparecem automaticamente na galeria; abra Transferências, ou mova-os para a pasta da câmara se os quiser na linha temporal da galeria.
Uma particularidade do Android: o Chrome pede autorização na primeira vez que uma página quer guardar mais do que um ficheiro automaticamente. Se estiver a receber vários e só o primeiro aparecer, procure esse pedido, ou verifique Definições do site → Transferências automáticas.
A receber em iPhone
O iOS não escreve ficheiros no armazenamento sem um toque deliberado, por isso no fim da transferência aparece um botão Guardar. Ao tocar, abre-se o menu de partilha: escolha Guardar Imagem ou Guardar Vídeo para enviar para Fotografias, ou Guardar em Ficheiros para documentos. Se chegaram vários ficheiros juntos, são oferecidos num único menu de partilha, pelo que um toque guarda o conjunto.
Qualidade: o que se mantém intacto
Esta é a principal razão para evitar aplicações de mensagens em tudo o que lhe interessa. Uma transferência no navegador move o ficheiro como bytes — não descodifica, não recodifica, não redimensiona nem remove nada. O que chega é exatamente o que saiu, verificado com uma soma de verificação no fim.
- Fotografias HEIC. O Android atual lê HEIC sem problema; versões antigas e algumas galerias não. Se o destinatário não conseguir abrir, peça a quem envia para pôr Definições → Câmara → Formatos em Mais compatível.
- Vídeo HEVC. A mesma história: a maioria dos Android recentes reproduz H.265, os mais antigos podem precisar de H.264.
No sentido inverso, o JPEG e o H.264 que o Android produz por omissão abrem em qualquer iPhone.
Velocidade
Ponha os dois telemóveis na mesma rede Wi-Fi. A transferência passa a correr à velocidade da rede local e nunca toca na sua ligação à Internet, o que para um vídeo de 1 GB significa dezenas de segundos em vez de muitos minutos.
Se estiverem em dados móveis, ou numa rede de convidados que isola os dispositivos, a transferência recorre a um encaminhamento e fica limitada pela velocidade de envio. A explicação completa está em porque é que as transferências são lentas.
Truque útil quando não há rede partilhada: ative a partilha de Internet num dos telemóveis e ligue o outro a essa rede. Fica com uma rede local privada entre os dois, à velocidade máxima e sem gastar dados móveis, porque o tráfego nunca sai do ponto de acesso.
Problemas comuns
- O código QR não é lido. Aumente o brilho do ecrã e afaste a câmara 15 a 20 cm. Ou introduza o PIN.
- A transferência pára quando o ecrã bloqueia. Ambos os telemóveis suspendem separadores em segundo plano. Mantenha o navegador em primeiro plano nos dois lados.
- Liga mas arrasta-se. Verifique se algum telemóvel está em dados móveis em vez do Wi-Fi partilhado.
- Nada acontece depois de ler o código. A ligação expirou — as sessões são propositadamente curtas. Comece uma nova.
Mais sintomas no guia de resolução de problemas.